O presidente do Núcleo de Criadores de Caprinos e Ovinos das Regiões dos Campos das Vertentes e Zona da Mata (NUCCORTE) e ovinocultor, Luciano Piovesan Leme, de Barbacena/MG, enviou um comentário para a enquete proposta pelo FarmPoint: Ovinocaprinocultura: atividade rentável? Abaixo, leia o comentário na íntegra:
“Certamente este é um tema bastante controverso junto aos criadores por diversas razões:
1) Não é hábito entre a grande maioria dos criadores realizar uma contabilidade real e confiável que lhe permita conhecer seus custos de produção. Dessa forma, se não temos os custos na “ponta do lápis” não temos como indicar a rentabilidade do nosso negócio;
2) Certamente a escala de produção é um fator importante, entretanto a possibilidade de que o produtor esteja associado ou cooperado a uma entidade aglutinadora pode também determinar sua rentabilidade independente de seu tamanho na atividade, permitindo desta forma a viabilidade do negócio;
3) O mercado comprador necessita de regularidade de entrega e de cordeiros padronizados (peso vivo entre 35-42 quilos, idade média de 145 dias), desta forma é necessário que o criador conheça sua atividade, programe sua produção, possua estrutura de alimentação e instalações adequadas ao tamanho e necessidade do rebanho, assim é preciso profissionalismo.
4) Também é fundamental escolher raças que, aliadas ao manejo nutricional e sanitário, possam exprimir seu potencial de produção de carnes com bom peso ao nascimento (3,5-5 kgs), bom peso ao desmame (20-25 kgs. aos 90 dias) e ganho de peso diário (280 a 330 grs./dia) que possam chegar aos 145-150 dias de idade com peso vivo médio de 35-42 kgs. prontos para o abate.
Atendidos os quesitos acima descritos, tenho absoluta certeza na rentabilidade da atividade de ovinocultura, com excelentes resultados aos criadores. Vamos ampliar o debate e esperamos que a atuação profissional na atividade faça do Brasil uma referência mundial na produção de ovinos de corte.
Fonte: Farmpoint


